Criada em 25/10/2019 às 10h31 | Agronegócio

Tocantins tem maior incremento na produtividade bovina brasileira que registrou recorde no segundo trimestre

Estado teve o maior incremento na produtividade, de 6,09%, entre o segundo trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019, com média de 251,88 quilogramas de carne por animal, aponta análise do Cepea/Esalq, com base em dados divulgados pelo IBGE.

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A produtividade de quilogramas por animal aumentou no segundo trimestre deste ano frente ao três primeiros meses de 2019 e ao mesmo período de 2018. Os dados, divulgados pelo IBGE, mostram que a média da produtividade brasileira (levando-se em conta os abates de boi, vaca, novilho e novilha) no segundo trimestre de 2019 foi de 249,06 quilogramas de carcaça por animal (a maior, considerando-se os segundos trimestres de cada ano), acima dos 246,03 kg/animal observados nos primeiros três meses de 2019.
Em relação ao mesmo período do ano passado (2º tri de 2018), o avanço é de 1,38%. Dentre os principais produtores, destacam-se os estados de São Paulo e Mato Grosso, que registraram as maiores produtividades no segundo trimestre de 2019, como já verificado no ano anterior.

Outro estado que se destacou foi o Tocantins, que teve o maior incremento na produtividade, de 6,09%, entre o segundo trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019, com média de 251,88 quilogramas de carne por animal. (Do Cepea/Esalq)

CENSO AGRO

Em 2017, havia 15,1 milhões de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários. Isso representou uma queda de 1,5 milhões de pessoas em relação ao Censo Agro anterior, realizado em 2006.

Nos estabelecimentos da Agricultura Familiar, a população ocupada se reduziu em 2,166 milhões de pessoas, enquanto nos estabelecimentos não caracterizados dessa forma, deu-se o oposto: um aumento de 702,9 mil trabalhadores.

Cerca de 77% dos estabelecimentos foram classificados como de Agricultura Familiar e foram responsáveis por 23% do valor da produção, ocupando 23% da área total dos estabelecimentos agropecuários. Trabalhavam na Agricultura Familiar cerca de 10,1 milhões de pessoas, ou 67% da mão de obra dos estabelecimentos agropecuários.

A média de ocupados por estabelecimento caiu de 3,2 pessoas, em 2006, para 3,0 pessoas, em 2017. Em sentido oposto, o número de tratores cresceu 49,9% no período e chegou a 1,22 milhões de unidades.

De 2006 para 2017, cresceu em 143% a contratação de mão de obra para os estabelecimentos agropecuários com intermediação de terceiros (empreiteiros, cooperativas e empresas), passando de 251.652 para 611.624 no período.

O Censo Agro 2017 contou 5.073.324 estabelecimentos agropecuários no Brasil, com redução de 2,0% em relação a 2006. Mas a área dos estabelecimentos cresceu 5,8% no período e chegou a 351.289.816 hectares. Com exceção do Nordeste, houve aumento de área em todas as regiões. No Sul, esse aumento ocorreu mesmo com a queda no número de estabelecimentos. Se considerarmos apenas os 4.996.287 estabelecimentos com área em 2017, houve um crescimento de 1,5% em relação a 2006 (4.920.617 estabelecimentos).

Em 2017, o Brasil tinha 51.203 estabelecimentos com 1 mil hectares ou mais, que representavam apenas 1,0% do total, mas concentravam 47,6% da área ocupada pelos estabelecimentos. Em 2006, essa participação era de 45%.

Desde 2006, houve aumento de 52,6% no número de estabelecimentos que fizeram uso de irrigação. A área total irrigada cresceu 47,6%, passando de 4,5 milhões para 6,69 milhões de hectares, no período.

O número de produtores que declararam ter acesso à Internet cresceu 1.900%, passando de 75 mil, em 2006, para 1.430.156 em 2017, sendo 659 mil através de banda larga e 909 mil, via internet móvel.

Cerca de 1,7 milhão de produtores informaram ter utilizado agrotóxicos em 2017, um aumento de 20,5% em relação a 2006. Na série histórica dos censos agropecuários, esse número variou bastante, chegando ao seu ponto mais alto (quase 2 milhões) em 1980, e ao nível mais baixo (quase 1,4 milhão) em 2006.

Pela primeira vez, o Censo Agro investigou a cor ou raça dos produtores: 52,8% deles eram pretos ou pardos e 45,4% eram brancos, numa distribuição semelhante à da população do país, segundo a PNAD Contínua. Já a participação de mulheres e idosos de 65 anos ou mais na direção dos estabelecimentos aumentou, chegando a, respectivamente, 18,7% e 23,2%. Em 2006, as mulheres representavam 12,7% dos produtores e os idosos, 17,5%.

PESSOAL OCUPADO

Em 30/09/2017, havia 15.105.125 pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários, uma média de 3,0 pessoas por estabelecimento, entre produtores e pessoas com laços de parentesco com eles, além de empregados temporários e permanentes. Do total de pessoas ocupadas nesta data, os produtores e trabalhadores com laços de parentesco com eles representaram 73,5% (11.101.533).

Na comparação com o Censo Agropecuário 2006, houve redução de 1.463.080 pessoas no total de ocupados, que era de 16.568.205 no dia 31/12 daquele ano. A média de ocupados por estabelecimento também caiu, de 3,2 pessoas, em 2006, para 2,97, em 2017.

Nos estabelecimentos da Agricultura Familiar, a população ocupada se reduziu em 2,166 milhões de pessoas. No entanto, nos estabelecimentos que não caracterizados dessa forma, a oferta de postos de trabalho seguiu um rumo oposto: de 2006 para 2017, a população ocupada nesse tipo de estabelecimentos ganhou mais 702,9 mil trabalhadores.

OS ESTABELECIMENTOS 

No Censo Agropecuário de 2017, 3.897.408 estabelecimentos atenderam aos critérios e foram classificados como agricultura familiar, o que representa 77% dos estabelecimentos agropecuários levantados pelo censo. Ocupavam uma área de 80,9 milhões de hectares, ou seja, 23% da área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros.

Nos estabelecimentos classificados como de agricultura familiar o total de pessoas ocupadas em 30/09/2017 foi de 10,1 milhões de pessoas; 67% do total, nestes estabelecimentos a média de pessoas ocupadas era de 2,6. A agricultura familiar foi responsável por 23% do valor total da produção dos estabelecimentos.

MECANIZAÇÃO CRESCE 

Em contraponto com a queda no pessoal ocupado, o número de tratores em estabelecimentos agropecuários aumentou 49,9%, ou 409.189 unidades a mais em relação ao Censo Agropecuário de 2006, chegando a 1.229.907 unidades em 30 de setembro de 2017. Já o número de estabelecimentos que utilizavam este tipo de máquina aumentou em mais de 200 mil, alcançando um total de 734.280 produtores em 2017.

CONTRATAÇÃO 

A mão de obra contratada através da intermediação de terceiros, como empreiteiros, cooperativas de mão de obra e empresas, passou de 251.652 pessoas, em 2006, para 611.624 em 2017. Foi um crescimento de 143%.

Dentre as modalidades de contratação, a mais frequente foi a de contratação através de empreiteiros, com 497.247 estabelecimentos contratando mão de obra, dessa forma, ou 9,8% do total. Essa modalidade de contratação cresceu 108% em relação a 2006.

ÁREA IRRIGADA

Em 2017, 502.379 estabelecimentos agropecuários disseram usar algum método de irrigação, enquanto o total da área irrigada no país foi de 6,69 milhões de hectares. Em relação ao Censo Agropecuário 2006, observou-se um aumento de 52,6% no número de estabelecimentos com irrigação em suas terras e de 48% na área irrigada.

OS ESTABELECIMENTOS 

Entre 2006 e 2017, houve um aumento de 20,46% no total de estabelecimentos que usaram agrotóxicos no período de referência do Censo. Na série histórica dos censos agropecuários, esse número variou bastante, chegando ao seu ponto mais alto (quase 2 milhões) em 1980, e ao nível mais baixo (quase 1,4 milhão) em 2006.

Em 2017, cerca de 34% dos estabelecimentos que declararam despesas com agrotóxicos tinham 5 ha ou mais de área de lavouras. Estes estabelecimentos concentravam 94% da despesa com agrotóxicos.

USO DE AGROTÓXICOS

Dos 1.681.564 estabelecimentos que declararam ter utilizado agrotóxicos, 1.230.403 tinham área de lavouras menor que 20 hectares, o equivalente a 73% desse total. A despesa destes estabelecimentos com agrotóxicos foi de R$ 2,36 bilhões. O total de despesas com agrotóxicos levantado pelo censo foi de R$ 31,8 bilhões.

ACESSO À INTERNET 

Com relação ao acesso à internet, o crescimento é igualmente relevante. No Censo 2017, 1.430.156 produtores declararam ter acesso à internet, sendo que 659 mil através de banda larga, e 909 mil, via internet móvel. Em 2006, o total de estabelecimentos agropecuários que tinham acesso à internet era de apenas 75 mil.

Já o número de estabelecimentos com acesso ao telefone passou de 1,2 milhões para 3,1 milhões, uma alta de 158% entre 2006 e 2017.

ANALFABETISMO ENTRE OS PRODUTORES

Cerca de 15,5% dos produtores disseram nunca ter frequentado escola e 73% frequentaram somente o ensino fundamental, sendo que 66,5% destes declararam não ter terminado o curso. Além disso, 23,03% dos produtores (ou 1.164.710) declararam não saber ler e escrever. Em 2006, essa taxa de analfabetismo era de 24,5%.

ORIENTAÇÃO TÉCNICA 

Diminuiu de 22% para 20,1% a proporção de produtores que receberam orientação técnica. Em 2017, 1.025.443 produtores agropecuários declararam receber assistência técnica, correspondendo a 20,1% do total, uma proporção menor que a de 2006, quando havia 1.145.049 estabelecimentos que recebiam orientação técnica (22% do total).

PRODUÇÃO VEGETAL

O valor da produção com atividades agropecuárias chegou a R$ 465 bilhões. A Produção Vegetal participou com 66,2% (R$ 308 bilhões), sendo 77% (R$ 237,3 bilhões) das culturas de Lavoura Temporária; 13% das de Lavoura Permanente; 5,7% da Silvicultura; 2,8% da Horticultura; 0,7% da Extração Vegetal e 0,6% pela Floricultura.

Já a produção animal contabilizou R$ 157,4 bilhões (33,8% do total), com 70,5% vindo dos animais de grande porte. A produção de aves foi a segunda mais expressiva (19%), com os animais de médio porte e os pequenos a seguir: 8% e 2,5%, respectivamente.

REDUÇÃO DE ESTABELECIMENTOS

Apenas a região Nordeste teve queda tanto no número (menos 131.341) quanto na área (menos 5.180.546 ha) dos estabelecimentos agropecuários. Esta redução se deu principalmente em municípios do semiárido Nordestino, 65.667 estabelecimentos ou 50% da redução e 4.538.458 ha, representando 87,6% da redução.

Já na região Sul, mesmo com a queda no número de estabelecimentos (menos 152.889), houve aumento na área (mais 1.094.307 ha).

Nas demais regiões houve aumento de estabelecimentos e de área: na Norte mais 104 mil estabelecimentos com mais 9,67 milhões de hectares; na Sudeste mais 47,3 mil estabelecimentos com aumento de 5,36 milhões de hectares e na Centro-Oeste aumento de 29,7 mil estabelecimentos com aumento de 6,65 milhões de hectares.

Apesar da redução de 102.312 estabelecimentos entre 2006 e 2017, houve aumento de 4,9% (17.609.779 hectares) na área total dos estabelecimentos.

Além disso, o número de produtores sem área (apicultores, extrativistas, criadores de animais em beira de estradas, etc.) caiu de 255.019, em 2006, para 77.037 em 2017.

PARTICIPAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS

Entre 2006 e 2017, a participação na área total dos estabelecimentos iguais ou maiores de 1.000 ha aumentou de 45% para 47,6%. Com um aumento de 3.625 estabelecimentos e de 17,08 milhões de hectares, a área média do grupo elevou-se de 3.155,7 para 3.265,9 ha.
Já os estabelecimentos de 100 a menos de 1.000 ha perderam participação na área total, passando de 33,8% para 31,9%. Houve, entre esses estabelecimentos, uma redução de 3.569 unidades e de 586.494 ha, com a área média variando de 266 ha para 266,8 ha.

Já nos estratos intermediários (menos de 100 ha), a participação da área manteve praticamente estável, variando de 21,2% para 20,4%, com um acréscimo de 75.614 estabelecimentos e com a área média mantendo-se em 15,8 ha.

ÁREA DE TERRAS ARRENDADAS

Em relação à condição legal das terras, entre 2006 e 2017, a proporção de estabelecimentos que declararam terras próprias aumentou de 76% para 80,9%; porém, a participação da área de terras próprias diminuiu de 91% para 85%.

Já a proporção de terras arrendadas reduziu-se de 6,4%, em 2006, para 6,3%, em 2017, mas a participação da área da modalidade cresceu de 4% para 8%. Os estabelecimentos com terras em “comodato ou ocupadas” variaram de 9,7% para 9,6%, com reflexo de 2,2% para 2,8% na área.

ÁREAS DE MATAS NATURAIS

Em relação ao uso da terra nos estabelecimentos agropecuários, entre 2006 e 2017, observou-se redução de 33,6% na área utilizada para lavouras permanentes, como frutas e café, por exemplo. Já a área destinada a lavouras temporárias, como grãos e cana de açúcar, cresceu 14%.

Houve, também, redução de 18% nas áreas de pastagem natural e crescimento de 10% nas áreas destinadas a pastagens plantadas. O Censo mostra, ainda, elevação da quantidade de hectares de matas naturais (12%) existentes em seus domínios, e no das matas plantadas (83%), que são as áreas destinadas a silvicultura.

PARTICIPAÇÃO ENTRE PRODUTORES

Observamos que 81,3% dos produtores são do sexo masculino e 18,7% do sexo feminino representando um aumento na participação das mulheres, pois no Censo Agropecuário de 2006 elas representavam 12,7% do total de produtores.

Quanto à idade, houve redução na participação dos grupos de menores de 25 anos (3,3% para 2%), de 25 a menos de 35 (13,6% para 9,3%) e de 35 a menos de 45 (21,9% para 17,9%), enquanto a dos grupos mais velhos aumentou: de 45 a menos de 55 (23,3% para 24,2%), de 55 a menos de 65 (20,4% para 23,5%) e de 65 ou mais (17,5% para 23,2%).

COR OU RAÇA DO PRODUTOR

A cor ou raça do produtor que dirige o estabelecimento foi pesquisada pela primeira vez em um Censo Agropecuário. A distribuição encontrada foi: brancos 45,4%; pretos 8,4%; amarelos 0,6%; pardos 44,5% e indígenas 1,1%.

Esses números são similares à distribuição dos grupos de cor ou raça na população que foram encontrados pela PNAD Contínua do IBGE. (Do Cepea/Esalq e IBGE)

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