Criada em 10/08/2017 às 12h17 | Pecuária

Decisão de baixar ICMS do gado resolve problema de mercado em curto prazo, afirma superintendente federal da Agricultura

“Como mercado estava muito saturado e não estávamos tendo preços viáveis do custo de produção. O movimento [Levanta a Cabeça] impulsionou esse pedido e o governo prontamente atendeu a categoria, o que deixa o produtor satisfeito", disse Rodrigo Guerra.

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Rodrigo Guerra: "Para o mercado é muito bom porque teremos outras opções para venda para esse gado” (foto: Arquivo/SecomTO)

A iniciativa do governo do Estado de enviar à Assembleia Legislativa o projeto de lei que reduz alíquota do ICMS do gado vivo para venda a outros Estados “resolve um problema de mercado em curto prazo”. A opinião é do superintendente federal da Agricultura no Tocantins, o agropecuarista Rodrigo Guerra. O projeto foi encaminhado pelo governador Marcelo Miranda nessa quarta-feira, 9, com proposta de baixar o índice de 7% para 4% até 31 de janeiro de 2018. "Resolve um problema de mercado bovino em curto prazo. Como mercado estava muito saturado e não estávamos tendo preços viáveis do custo de produção. O movimento [Levanta a Cabeça] impulsionou esse pedido e o governo prontamente atendeu a categoria, o que deixa o produtor satisfeito", afirmou Guerra, representante direito do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no Estado.

LEIA: Governo do Estado envia à Assembleia Legislativa projeto que reduz alíquota do ICMS do gado 

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O movimento "Levanta a Cabeça", do qual se refere Guerra, foi uma iniciativa de pecuaristas de Araguaína (norte do Estado), que se uniram e estabeleceram uma pauta de reivindicações diante da crise do preço do gado no pasto. A desvalorização chegou a 11% no Tocantins em pouco mais de um mês. "Para o mercado é muito bom porque teremos outras opções para venda para esse gado. Os frigoríficos não estavam tendo a devida demanda para a carne, mas os preços começaram a reagir mostrando aquecimento no mercado e também nas exportações. Preço do boi começa a melhorar e a expectativa é que até setembro estabiliza", disse.

Conforme Guerra, que já presidiu o Sindicato dos Produtores Rurais de Araguaína (SRA), essa é uma reivindicação antiga da categoria. "Há muitos anos a gente vinha pedindo. E o governo atendeu", disse, ao citar que a medida é idêntica a iniciativas de outros Estados como mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entre outros. "Tempo é curto, mas atende sim ao produtor porque o mercado hoje é muito dinâmico", complementou.

OS FRIGORÍFICOS 

A definição, no projeto, de manter o índice de 4% até janeiro de 2018, para o superintendente é positiva pelo fato de observar a outra ponta da cadeia produtiva, as indústrias frigoríficas. "Governo não só atende aos produtores, mas vê a necessidade de não prejudicar as indústrias, que geram emprego, recolhem impostos para o Estado, enfim, movimentam a economia. E nós como produtores temos que proteger as indústrias também. Temos plantas pelo estado todo e é importante termos essas plantas próximas para acompanha o abate, saber para onde está indo seu boi", disse.

PREÇO DO BOI

Dentro das estimativas, a arroba do boi apresenta firmeza e, efetivamente, vai se confirmando a alta nas principais regiões produtoras. As ofertas de animais terminados deverão manter-se em redução e a procura mais ativa. Em Tocantins, as cotações do mercado físico do boi e da vaca estão estáveis. O valor da arroba do boi gordo está R$ 126,00 e da vaca R$ 115,00. "Preço do boi já melhorou, já está reagindo. Quando o mercado está ruim tem que fazer mecanismos e ter mais competitividade do setor", finalizou Guerra.

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