Criada em 29/06/2017 às 17h31 | Política brasileira

Linhas de crédito específicas e mudança na legislação são alternativas para combater crise da pecuária, afirma deputado Cesar Halum

“No Congresso Nacional estamos articulando a CPI JBS, que dentre outros assuntos, irá debater alternativas ao setor pecuário brasileiro, cuidando sempre para que os direitos, renda e estabilidade do mercado de pecuária não seja afetado pela crise”, disse o parlamentar.

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Halum: "Enquanto os produtores estão sofrendo com a queda da cotação da arroba, os preços no varejo dos principais cortes bovinos estão sendo retomados ou simplesmente não foram alterados" (foto: Agência Câmara\Arquivo)

Ao avaliar a situação crítica da pecuária brasileira e as medidas que busca implementar no Congresso para reverter o cenário, o deputado federal César Halum (PRB) destaca que, entre as prováveis saídas, estão a mudança na legislação, linhas de crédito específicas ao produtor e aperfeiçoamento do Marco Legal de Defesa Sanitária Animal.

Alguns desses pontos, segundo ele, serão debatidos na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da JBS, que é articulada em Brasília. “No Congresso Nacional já estamos articulando uma Comissão Parlamentar de Inquérito da JBS, que dentre outros assuntos, irá debater alternativas ao setor pecuário brasileiro, cuidando sempre para que os direitos, renda e estabilidade do mercado de pecuária não seja afetado pela crise”, afirmou o parlamentar. “Além disso, devemos discutir com o Poder Executivo novas e específicas linhas de crédito que ajudem o setor a se restabelecer para continuar tendo protagonismo no setor internacional”, complementou.

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A manifestação do parlamentar, por meio de artigo, foi feita a pedido do Norte Agropecuário, que noticiou nesta quinta-feira, 29, que pecuaristas de Araguaína se mobilizam para buscar solução para por fim à crise na pecuária tocantinense. Conforme produtores rurais do Estado, o preço da arroba do boi teve queda de 11% no Estado.

Médico veterinário, Halum é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e suplente na Comissão de Agricultura da Câmara. Ele detalha ainda a necessidade de atualização das leis do setor. “Outro assunto que está em voga, é a mudança legislativa para aperfeiçoar o Marco Legal de defesa sanitária animal, trazendo menores custos aos agricultores, com modernização e adequação de parâmetros internacionais. Nossa lei é ultrapassada, e vamos lutar por sua modernização”, afirmou.

EXPORTAÇÕES DO TOCANTINS

Halum destacou ainda que, como vice-presidente e coordenador da região Norte da Frente Parlamentar da Agropecuária, atua para abrir caminho para exportações de produtos tocantinenses ao mercado árabe. “Tenho atuado para promover o crescimento de novas exportações para os países árabes por meio do comércio de produtos Halal (fabricados, processados ou manejados de acordo com leis e cultura mulçumana), utilizando do fato de ser o presidente do Grupo Parlamentar Brasil – Países Árabes, com isso estou a disposição aguardando sugestões dos pecuaristas tocantinenses e brasileiros”, afirmou.

Leia, na íntegra, a mensagem do deputado ao Norte Agropecuário:

"Observa-se que o mercado de carnes se encontra desfigurado em muitas praças do país em razão de um futuro político-econômico incerto. Por exemplo, enquanto os produtores estão sofrendo com a queda da cotação da arroba, os preços no varejo dos principais cortes bovinos estão sendo retomados ou simplesmente não foram alterados.

De acordo com o boletim semanal da bovinocultura, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os preços do boi gordo e da vaca gorda continuam recuando e na semana que passou apresentaram um recuo de 0,52% e 0,45%, respectivamente, em comparação a anterior. A arroba do boi gordo fechou a R$ 119,37, enquanto da vaca gorda a R$ 112,87. Nesta época em junho de 2016, o boi gordo estava cotado em média a R$ 132,58 e a vaca gorda a R$ 125,46 a arroba.

Por outro lado, o consumo mundial de proteína animal vem aumentando ano a ano, isso demonstra que os pecuaristas, nesse cenário de incertezas, devem procurar reduzir sua exposição aos riscos, seja vendendo a vista, seja procurando alternativas de venda em outros frigoríficos com preços mais vantajosos. Uma alternativa é se resguardar no mercado futuro e de opções, garantindo um preço mínimo por arroba, e reduzindo o risco inerente da atividade.

No Congresso Nacional já estamos articulando uma Comissão Parlamentar de Inquérito da JBS, que dentre outros assuntos, irá debater alternativas ao setor pecuário brasileiro, cuidando sempre para que os direitos, renda e estabilidade do mercado de pecuária não seja afetado pela Crise.

Outro assunto que está em voga, é a mudança legislativa para aperfeiçoar o Marco Legal de defesa sanitária animal, trazendo menores custos aos agricultores, com modernização e adequação de parâmetros internacionais. Nossa lei é ultrapassada, e vamos lutar por sua modernização.

Além disso, devemos discutir com o Poder Executivo novas e específicas linhas de crédito que ajudem o setor a se restabelecer para continuar tendo protagonismo no setor internacional. Á área internacional do Ministério da Agricultura trabalha arduamente para a abertura de novos mercados e para o restabelecimento da imagem positiva que o produto brasileiro sempre teve no comercio mundial.

Como vice-presidente e coordenador da região Norte da Frente Parlamentar da Agropecuária, tenho atuado para promover o crescimento de novas exportações para os países árabes por meio do comércio de produtos Halal (fabricados, processados ou manejados de acordo com leis e cultura mulçumana), utilizando do fato de ser o presidente do Grupo Parlamentar Brasil – Países Árabes, com isso estou a disposição aguardando sugestões dos pecuaristas tocantinenses e brasileiros.

César Halum

Deputado Federal (PRB-TO) e Médico Veterinário"

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