Criada em 29/10/2019 às 13h56 | Comunicação

Tecnologia no campo: Apenas 13% das áreas das regiões centro-oeste e Matopiba usam agricultura digital para a produção

Entre as tecnologias mais empregadas no campo estão GPS e piloto automático, que normalmente trabalham juntos nas máquinas agrícolas, e monitor de plantio e de colheita, que costuma vir embutido em plantadoras e colhedoras.

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Foram ouvidos cerca de 3 mil produtores em seis Estados. Em dezembro, a consultoria apresentará dados das Regiões Sul e Sudeste (foto: Embrapa/Divulgação)

O Centro-Oeste, principal região produtora de grãos do País, usa pouco a agricultura digital. O mesmo ocorre na fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Não mais que 13% da área de grãos nessas regiões é cultivada com tais recursos, mostra estudo da Kleffmann.

Leonardo Antolini, gerente de vendas da consultoria, atribui o baixo resultado à introdução relativamente recente dessas tecnologias no Brasil. “A maioria dos produtores ainda desconhece ou não conseguiu avaliar os resultados de plataformas digitais na operação agrícola”, diz. Segundo a pesquisa, o uso de drones está restrito a 9% da área e o de imagens de satélites, a 12%.

Entre as tecnologias mais empregadas no campo estão GPS e piloto automático, que normalmente trabalham juntos nas máquinas agrícolas, e monitor de plantio e de colheita, que costuma vir embutido em plantadoras e colhedoras. Foram ouvidos cerca de 3 mil produtores em seis Estados. Em dezembro, a consultoria apresentará dados das Regiões Sul e Sudeste.

NA PONTA DO LÁPIS

Antolini conta que o custo da agricultura digital é baixo se comparado a outras técnicas de precisão. Mas o setor quer entender o quanto ela ajudará a reduzir despesas com insumos e mão de obra e a elevar o rendimento das lavouras. “O produtor precisa ver o resultado, ou não vai usar”, diz.

A PROPAGANDA

O executivo da Kleffmann sugere às empresas do segmento que divulguem os resultados da agricultura digital aos principais influenciadores de cada região, canais de distribuição, consultores, técnicos e órgãos do governo. “A adoção dessas tecnologias vai crescer conforme os produtores forem se familiarizando. Em poucos anos, pode ultrapassar a barreira dos 50% de uso.” (Do Estadão)

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