Criada em 29/11/2021 às 08h36 | Pesquisa

Produzido pela Unitins, documentário “Quelônios do Canguçu” apresenta pesquisa com tartarugas-da-amazônia no Tocantins

O documentário é um produto do grupo de pesquisa EngBio Tocantins/CNPq para divulgar o trabalho dos pesquisadores e instituições envolvidas.

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Pesquisadores fazem medição e contagem de filhotes de tartaruga-da-amazônia (Foto: Nonato Silva/Dicom Unitins)

Produzido pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), o documentário “Quelônios do Canguçu” é fruto de um dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelo grupo de pesquisa interinstitucional "EngBio Tocantins – Engenharia e Biodiversidade/CNPq”. O grupo conta com pesquisadores da Unitins, Universidade Federal do Tocantins (UFT), Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica).

A pesquisa que deu origem ao documentário foi realizada no Centro de Pesquisas e Ecoturismo Canguçu, localizado na cidade de Pium (TO), entre o Parque Estadual do Cantão e o Parque Nacional do Araguaia, duas importantes unidades de conservação.

A partir dos estudos desenvolvidos, os pesquisadores acreditam que há uma forte relação de escolha do local de desova pelas tartarugas-da-amazônia em função das características geomorfológicas das praias, da quantidade de predadores no local e de relações físicas, como a posição do ninho em relação à vegetação e ao nível da água. Essas variáveis são computadas a cada ano pelos pesquisadores com o intuito de construir uma base de dados de 5 a 10 anos. Dessa forma, será possível responder com maior precisão se as características mencionadas realmente influenciam no local de escolha das tartarugas-da-amazônia para a desova.

Essa pesquisa não fica somente dentro do campo universitário, os seus resultados podem ser utilizados, por exemplo, para criar ou alterar políticas de preservação e conservação ambiental. Um exemplo prático seria evitar o turismo em épocas de reprodução nas praias que possuem uma grande quantidade de fêmeas. De acordo com o professor doutor em Ciências do Ambiente e líder do grupo de pesquisa, Vailton Alves de Faria, o principal objetivo é determinar por quais locais esses animais têm preferência de reprodução. A partir desse mapeamento, é possível sugerir que esses locais sejam preservados na época reprodutiva, desova e eclosão dos ovos desses quelônios, principalmente em relação ao turismo e à navegação.

"Os quelônios se encontram ameaçados de extinção, então, se conseguirmos fazer um estudo que leve à preservação da espécie, será muito importante para as gerações futuras. Além disso, esse animal é utilizado com recurso alimentar das comunidades ribeirinhas e indígenas há muitos anos", conta o professor.

A produção do documentário “Quelônios do Canguçu” é uma das maneiras de divulgar a pesquisa para além da universidade. Também com esse intuito, o projeto deu vida ao projeto de extensão que visa aproximar a comunidade em geral dos trabalhos de pesquisa realizados pelas instituições de ensino e apresentar a importância da preservação desses animais e do seu habitat. É o que reforça o doutor em zootecnia que compõe o grupo de pesquisa, Jairo Azevedo Junior (Unitins). “A ciência engavetada não tem utilidade. A divulgação e popularização da ciência para a comunidade talvez seja a etapa mais importante desse processo”, destaca no documentário.

A jornalista Charlyne Sueste, especialista em Docência no Ensino Superior e Assessoria e Gestão de Comunicação, diretora de Comunicação da Unitins, também integra o grupo de pesquisa EngBio Tocantins e foi a responsável pela produção do documentário Quelônios do Canguçu. Ela explica que o documentário cumpre uma missão importante no âmbito da pesquisa ao divulgar os trabalhos dos pesquisadores.

"É preciso que a sociedade tenha conhecimento do que as instituições de ensino e de pesquisa estão desenvolvendo, que os resultados alcancem a comunidade e provoquem as transformações necessárias. Como um produto audiovisual, o documentário chegará a milhares de pessoas por meio da TV e da internet. Buscamos apresentar as informações de forma simples, evitando o tecnicismo que só dificulta o entendimento, para que o cidadão comum compreenda o que está sendo dito, aprenda e aplique aquele conhecimento", explica a pesquisadora.

Também compõem o projeto de pesquisa com os quelônios no Canguçu o doutor em Ciências Biológicas, Thiago Portelinha (UFT); o doutor em Geotecnia, Bruno Carrilho de Castro (UFT), e o doutor em Ciências Animais, Alysson Soares da Rocha (IFTO).

O documentário Quelônios do Canguçu será exibido pela emissora de TV da Unitins e pela TV Assembleia, que também reconheceu a importância e relevância do conteúdo e veiculará o produto em sua programação. O documentário completo também está disponível gratuitamente no canal oficial da Unitins no Youtube.

A produção do documentário contou com a participação dos cinegrafistas Nonato Silva e Alécio Moreira, ambos da Unitins, e edição de imagens e finalização de Jorge Cardoso, da UFT. (Da Assessoria)

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