Criada em 19/04/2020 às 13h07 | Pecuária

“Não há políticas públicas de retenção dos bovinos; frigoríficos poderiam estar trabalhando na plenitude da capacidade”

Em entrevista ao Norte Agropecuário no Rádio, presidente executivo do Sindicarnes-TO comenta a queda do abate de bovinos no Tocantins. “O problema nosso é o rebanho. Não temos ainda rebanho preparado para suportar a quantidade necessária para sobrevivência plena das empresas", afirmou.

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De janeiro a março deste ano foram abatidos 210.563 cabeças de gado no Estado do Tocantins, informou, com exclusividade, o Norte Agropecuário (foto: SecomTO/Divulgação)


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A queda dos abates do rebanho bovino tocantinense foi um dos destaques do Norte Agropecuário no Rádio deste domingo, dia 19, na Jovem 104,7 FM de Palmas (TO). Em entrevista ao programa, o presidente executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e derivados do Estado do Tocantins (Sindicarnes), Gilson Ney Bueno Cabral, comentou os números.

“A queda é um processo histórico no Tocantins. O problema nosso é o rebanho. Não temos ainda rebanho preparado para suportar a quantidade necessária para sobrevivência plena das empresas no Estado do Tocantins. Isso só vai ser resolvido ao longo de um ano se o governo [do Estado] tomar as medidas necessárias de retenção do rebanho no Estado”, disse o presidente executivo do sindicato.

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Nesta semana, o Norte Agropecuário destacou que depois de registrar uma queda de 3,2% em todo 2019, o abate de bovinos no Estado do Tocantins contabiliza mais um resultado negativo: retração de 15% nos três primeiros meses de 2020.

Dados obtidos pelo Norte Agropecuário apontam que de janeiro a março deste ano foram abatidos 210.563 cabeças de gado. Já no mesmo período do ano passado, 248.758 animais. Foram exatamente 37.313 bovinos a menos, o que resulta em percentual de 15,3%. “São reflexos da política do governo como a pauta [fiscal] baixa. Concorremos com os nossos vizinhos. Não existem políticas públicas de retenção dos bovinos no Tocantins. Empresas poderiam estar trabalhando na plenitude”, destacou, lembrando que a capacidade instalada dos frigoríficos é para abate de 2,1 milhões por ano, mas atualmente os empreendimentos conseguem abater menos de 1 milhão de bovinos a cada ano. Ainda segundo Cabral, a ociosidade das indústrias do Estado é de 56% da capacidade, ou seja, utilizam 44% do total das condições de trabalho.

Para Gilson Cabral, caso as plantas do Tocantins atuassem na plenitude haveria melhora na economia. “Isso poderia refletir em mais impostos e oferta de trabalho. Com segurança jurídica e fluidez do mercado, os empresários passariam a investir mais”, finalizou.

O Norte Agropecuário solicitou ao governo do Estado posicionamento sobre as declarações do presidente executivo do Sindicarnes-TO. O espaço para qualquer manifestação está aberto. 

NA JOVEM FM

Desde fevereiro, o Norte Agropecuário no Rádio é veiculado na Jovem Palmas FM (104,7 FM), a mais tradicional e emissora de maior audiência da capital tocantinense. O programa sempre será aos domingos, ao vivo, das 7 horas às 8 horas, sob a condução dos jornalistas Cristiano Machado e Daniel Machado.

O Norte Agropecuário no Rádio leva aos ouvintes notícias sobre experimentos, técnicas de produção, novidades sobre uso da tecnologia e balanços financeiros e de produção das mais diversas culturas. São informações úteis aos homens e mulheres do campo e aos demais empreendedores rurais.

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