Criada em 18/11/2019 às 08h14 | Agronegócio

Recorde: Tocantins importa mais de 244 milhões de quilos de fertilizantes de janeiro a outubro e já supera todo 2018

Ao todo, empresas tocantinenses adquiriram mais US$ 76,76 milhões de adubo; Rússia, Alemanha e Arábia Saudita são os maiores fornecedores As empresas e produtores rurais do Estado jamais importaram tanto fertilizante como neste ano de 2019.

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Na média, cada quilo de adubo importado neste ano foi adquirido pelas empresas tocantinenses pelo valor de R$ 1,30 (foto: CNA/Divulgação)

DANIEL MACHADO
DE BRASÍLIA (DF)

De janeiro a outubro deste ano, o Tocantins já adquiriu 244,46 de quilos de fertilizante do exterior. Essa quantidade toda custou US$ 76,76 milhões, o equivalente a R$ 319,34 milhões. Assim como em quantidade de produto, foi o maior valor disparado já registrado na história para o período. Os dados foram coletados e analisados pelo Norte Agropecuário no Comex Sat, bancos de dados administrado pelo governo federal com todas as informações oficiais de transações comerciais internacionais do Brasil.

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O valor em dinheiro importado de adubo nestes primeiros dez meses de 2019 já supera tudo o que foi comprado em 2018, quando o Estado havia comprado US$ 73,25 milhões. Na média, cada quilo de adubo importado neste ano foi adquirido pelas empresas tocantinenses pelo valor de R$ 1,30.

2019 x 2018

Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento em dinheiro na compra de adubo ficou em 57,32%. De janeiro a outubro do ano passado, haviam sido comprados US$ 48,79 milhões de fertilizante do exterior. Em volume, o aumento foi muito semelhante, ficando em 52,71%, com 84,38 milhões de quilos amais.

OS PAÍSES

A Rússia, disparada, é a maior fornecedora de fertilizante para o Estado, com pouco mais de US$ 30 milhões que compraram 88,25 milhões de quilos. Depois, na segunda posição, está a Alemanha que forneceu 38 milhões de quilos de adubo por US$12,22 milhões. Na terceira posição, vem a Arábia Saudita, com 24,5 milhões vendidos por US$ 9,20 milhões. Canadá, China, Argélia, Nigéria, Catar e Israel também registram valores muito significativos, variando de US$ 7 milhões a US$ 1 milhão.

OS MOTIVOS

Apesar da agricultura forte, entre 60% a 75% dos insumos para fertilizantes usados no Brasil são importados. Isso ocorre, basicamente, por problemas de investimento para estruturar o setor, além de questões ambientais, pois os trabalhos de mineração necessários poderiam comprometer reservas importantes para o ecossistema. Essa situação faz com que os produtores agrícolas e as empresas tocantinenses tenham que importar o adubo.

 

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