Criada em 19/11/2021 às 05h47 | Agronegócio

Milho: Apesar da quebra na safra, exportação do Tocantins em dinheiro aumenta 2%

Com 463 mil toneladas, o Tocantins exportou nos dez primeiros meses do ano 11% a menos do que de janeiro a outubro de 2020. Aprosoja destaca importância do cereal para economia do Tocantins.

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O ingresso de mais dinheiro com a exportação de menos milho tem um motivo: a melhora no preço internacional do cereal. (Foto: Divulgação)

Mesmo com uma quebra de safra que beirou os 40%, a exportação de milho do Tocantins de janeiro a outubro atingiu US$ 83,3 milhões (mais de R$ 455 milhões), subindo 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A elevação ocorreu apesar de uma diminuição significativa do volume de venda de milho para o exterior. Com 463 mil toneladas, o Tocantins exportou nos dez primeiros meses do ano 11% a menos do que de janeiro a outubro de 2020 – isso representou 57 mil toneladas a menos de milho do Estado indo para outros países.

Os dados foram apurados e analisados pelo Norte Agropecuário no Comex Stat, sistema oficial do governo federal para transações comerciais internacionais.

O ingresso de mais dinheiro com a exportação de menos milho tem um motivo: a melhora no preço internacional do cereal. Enquanto no ano passado cada tonelada de milho foi exportada em média por US$ 155 (R$ 857), o valor agora é 15% maior e chega a US$ 178 (R$ 984).

Aprosoja ressalta potencial de crescimento na produção de milho

Terceiro maior ativo agropecuário do Estado, o milho ainda tem um enorme potencial de crescimento, conforme o segundo-tesoureiro da Aprosoja-TO (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins), Maurício Buffon.

Ele ressalta que os números das exportações são importantes, mas frisa que o tamanho da safra de milho no Tocantins pode crescer de 15% a 20% por ano sem a necessidade desmatar nenhum hectare, apenas usando a área da soja.

“Em poucos anos, podemos dobrar essa produção só com tecnologia”, salientou Buffon. A expectativa da safra de milho 2021/2022 projetada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para o Tocantins supera o 1,2 milhão de toneladas.

Buffon ressalta que o dinheiro arrecadado com a exportação do milho circula diretamente dentro do Estado, pois, por ser uma cultura de segunda safra, dá um respiro ao agricultor que acaba não tendo outras despesas. “A safra de milho chega a fazer mais circulação de dinheiro que a própria soja. Sem dúvida essa exportação é muito positiva e ajuda, em um segundo momento, na geração de impostos pelo Estado, destacou.

Diferente deste ano, quando o clima atrapalhou muito a colheita do milho, que foi plantado fora da janela ideal de tempo, em 2022 a expectativa é completamente diferente. Com a soja já toda cultivada, as culturas de segunda safra tende a ser muito beneficiadas. “O Estado pode muito mais e tenho certeza que a safra de 2002 será ainda melhor”, ressaltou Buffon.

Espanha é a principal compradora de milho do Tocantins

Com 30% de tudo que o Tocantins já exportou no ano do cereal, a Espanha é a principal importadora de milho do Estado. Na segunda posição, com 25%, aparece o Egito.

O Japão é o terceiro com 12% e a Itália na quarta posição, com 6%. O Estado ainda comercializou milho a outros 15 países, mas em quantidades menores.

Clique aqui e ouça reportagem sobre o assunto.

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