Criada em 11/06/2020 às 08h59 | Mercado

Produtor brasileiro é um “sobrevivente”, atua em condições completamente adversas e cumpre bem seu papel, diz consultor

À TV Norte Agropecuário, Rodrigo Oliveira explicou como os impactos do mercado financeiro atingem o campo. Com experiência na Bolsa de Chicago, falou sobre como deve ficar o Brasil em meio à guerra entre EUA e China, e detalhou informações relevantes sobre o mercado de exportações.

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Rodrigo Oliveira: “As nossas condições [de produção] são completamente adversas” (foto: Divulgação)


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Diante de tantas situações adversas como, por exemplo, política tributária nociva, logística e infraestrutura que deixam muito a desejar, o produtor rural brasileiro prova a cada dia sua relevância não só para o mercado local, mas para o mundo. Mesmo em meio a uma pandemia, as exportações do agronegócio batem recorde, os índices de produção são, na imensa maioria, positivos e os diversos segmentos do campo garantem, além do abastecimento de alimentos, os resultados positivos na balança comercial do país.

“O produtor brasileiro se vê obrigado a ser melhor que os outros. O agricultor e o pecuarista brasileiros trabalham nas piores condições imaginárias possíveis”, analisa Rodrigo Alexandre Gomes de Oliveira, professor, pecuarista e consultor em agronegócio. “Há um ditado, segundo o qual, que a boa lâmina é forjada a ferro e fogo. O sucesso do agronegócio no Brasil se deve à essência do povo brasileiro. O povo brasileiro é um sobrevivente. Consegue em meio a tantas coisas negativas, continuar vivo e sorrindo. A fé do povo em dias melhores é uma das respostas para isso”, complementou. 

Em entrevista à TV Norte Agropecuário, ele falou sobre os impactos do mercado financeiro no campo. Com experiência do trabalho na Bolsa de Chicago (EUA), ele que preside o Global Grain da América Latina, Rodrigo Oliveira falou sobre como deve ficar o Brasil em meio a uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, detalhou informações relevantes sobre o mercado de exportações, negociações dos produtores e energia renovável.

MELHOR NO CAMPO, PIOR NOS NEGÓCIOS

Para Rodrigo Oliveira, o produtor brasileiro é o melhor do mundo no campo, mas um péssimo comerciante. “Não tem produtor melhor que o brasileiro. É um excelente produtor, mas péssimo comerciante. Ele tem problemas seríssimos de fechar melhor preço do ano, melhores trocas por insumos. Mas, isso é normal. Precisamos ter humildade para falar: “Nisso eu sou bom, nisso eu não sou”. E trazer alguém para auxiliar”, comentou, ao citar a necessidade de um acompanhamento profissional específico em determinadas áreas.

QUEM É RODRIGO OLIVEIRA

Rodrigo Alexandre Gomes de Oliveira é pecuarista, professor e consultor na área do agronegócio. Tem experiência de trabalhos realizados nas áreas do sistema financeiro e previdenciário nacional, treinamento e educação financeira no agronegócio, consultoria de comercialização de commodities agrícolas e estratégias financeiras em commodities agrícolas (nas bolsas de Chicago / CME e São Paulo / BM&F).

Oliveira possui mestrado em Agroenergia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e é doutorando em Engenharia pela Universidade de Brasília (UnB). Foi presidente do Conselho Fiscal da Associação Brasileira dos Bancos de Desenvolvimento (ABDE), professor do MBA em Gestão Empresarial e MBA em Gestão de Projetos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e professor do MBA em Gestão Financeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ).

 

 

 


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