Criada em 28/07/2020 às 19h23 | Política brasileira

ESPECIAL: Necessidade do produtor se choca com a (falta) de vontade política, de gestão e de capacidade para realizar

Inúmeras foram as entrevistas no Norte Agropecuário no Rádio sobre as mais diferentes culturas agrícolas que empreendedores rurais se queixaram de problemas burocráticos e da ausência de políticas públicas que pudessem melhorar a condição de vida dos trabalhadores rurais.

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Com foco na propagação de notícias que ajudem as mulheres e homens do campo a produzir mais e melhor, como técnicas, experimentos e tecnologias agrícolas, o Norte Agropecuário dá voz e propaga sempre as necessidades dos produtores rurais. 

E quase sempre seus anseios são ignorados e se chocam com a falta de vontade política, incapacidade de gestão, ausência de projetos e de mobilização para realizar o mínimo para contribuir com os mais variados segmentos do campo.

Nos últimos meses, desde a estreia do Norte Agropecuário no Rádio, na Jovem FM, em fevereiro deste ano, inúmeras foram as entrevistas sobre as mais diferentes culturas agrícolas que empreendedores rurais se queixaram de problemas burocráticos e da ausência de política pública que pudesse melhorar a condição de vida dos trabalhadores rurais.

A mais recente reivindicação foi produtor de aves caipiras de Palmas (TO). Jailson Bezerra, proprietário da Chácara Trem da Serra. Questionado sobre o assunto, no meio de uma entrevista ao programa de rádio da Jovem FM, ele falou das dificuldades do setor. Ele citou, primeiramente, a falta de mão-de-obra qualificada para o trabalho. E do aumento do custo dos produtos da matéria-prima para fazer ração e alimentar as aves.

Porém, um fato chamou a atenção, como declarou o produtor: “Na hora de vender, não temos frigorífico com selo de inspeção inspecionado para melhorar o comércio para garantir entrega o produto de forma legal, uma vez que a gente sabe que a demanda é muito grande. Mas, se a gente não regularizar o selo de inspeção dificilmente os produtores vão se manter na atividade”.

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Falta de frigorífico de aves na capital prejudica setor, diz criador de aves caipiras

Empresários do setor de alimentação pedem fomento à suinocultura no Tocantins; frigorífico é uma das reivindicações”

“Tocantins não tem aptidão para a suinocultura”, justifica governo do Estado

"Sem frigorífico regularizado em Palmas, piscicultores são obrigados a enviar produtos para cidade a 309 km da capital”

“Produtores esperam do governo menos burocracia, infraestrutura, carga tributária justa e atração de indústrias”

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Queixas sobre a industrialização dos produtos no Tocantins são recorrentes. E isso não é reivindicação apenas de pequenos e médios agricultores. Os grandes empresários do campo também reclamam muito disso.

Recentemente, o Norte Agropecuário no Rádio apresentou a seguinte reportagem: “Sem frigorífico regularizado em Palmas, piscicultores são obrigados a enviar produtos para cidade a 309 km da capital”. “Sem um local adequado [em Palmas] para destinar este pescado é difícil para o setor. Hoje mandamos nossos peixes para o frigorífico em Almas, na região sudeste, e este transporte fica caro, eleva o preço do produto”, disse a presidente da Associação Bom Peixe, Marinalva Ferreira. Empreendimento na capital chegou a ser inaugurado, mas não funciona.

Em abril, um dos temas do programa que repercutiu muito foi: “Empresários do setor de alimentação pedem fomento à suinocultura no Tocantins; frigorífico é uma das reivindicações”. Ao Norte Agropecuário no Rádio, empresários pedem mais investimentos e opções para atender ao público consumidor. Com isso, os produtores teriam reflexos positivos. Eles defendem ainda que o setor deve se unir e se organizar para viabilizar ações que melhorem a cadeia produtiva.

O governo do Estado, por sua vez, respondeu: “Tocantins não tem aptidão para a suinocultura”. “Produção de suínos no Tocantins é mais para a subsistência”, diz Executivo, que complementa: “Não temos indústrias de beneficiamento, abatedouros, perfil de produtores para essa cadeia”. Os empresários se queixaram muito dessa resposta que soa como um atestado de incompetência, um típico ato de lavar as mãos. Em que pese a pandemia do coronavírus que travou a economia mundo afora, uma justificativa dessas não cabe. O Estado, enquanto instituição, deve servir ao público. Os agricultores são parte desse público. E políticas públicas devem ser fomentadas para toda e qualquer cultura evoluir.

Posicionamentos como este, entretanto e infelizmente, não chocam. Em 2017, o Norte Agropecuário ouviu produtores rurais de várias partes do Estado. O resultado foi a reportagem intitulada “Produtores esperam do governo menos burocracia, infraestrutura, carga tributária justa e atração de indústrias”.

Diante de tudo isso, há muito a evoluir. Já sabemos que não se pode depender do poder público. Cabe, então, aos líderes dos segmentos da economia a definição de um planejamento e propagar as características e potencialidades dos setores.

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