Criada em 03/08/2021 às 09h46 | Agronegócio

Engenheira agrônoma dá dicas e faz alerta produtores rurais sobre a alimentação de animais em período de estiagem

"Nesse cenário, três pontos são fundamentais para manter a rebanho em produtividade: produzir forragem; colher bem a forragem produzida; e convertê-la em desempenho animal", destacou a gerente de Agrometeorologia da Seagro, engenheira agrônoma Denise Coelho.

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Governo está alertando produtores sobre a alimentação de animais em período de estiagem. (Foto: Divulgação)

RAQUEL OLIVEIRA
De Palmas (TO)

As pastagens sempre foram a principal fonte de alimento no sistema de produção pecuária no Tocantins e demais estados brasileiro. Na época da chuva, o pasto nativo oferece de 6% a 8% de proteína, enquanto na época seca cai para menos de 6%. O gado precisa de um mínimo de 6% de proteína bruta na alimentação diária para se manter saudável. Portanto, o Governo do Tocantins, por meio da secretaria de Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), está alertando produtores sobre a alimentação de animais em período de estiagem.

Segundo a gerente de Agrometeorologia da Seagro, engenheira agrônoma Denise Coelho, é necessário entender a demanda anual de forragem e planejar como suprir a falta de alimento no período seco.

"Nesse cenário, três pontos são fundamentais para manter a rebanho em produtividade: produzir forragem; colher bem a forragem produzida; e convertê-la em desempenho animal", destacou ela.

"O planejamento alimentar anual é também vital para aumentar a lucratividade da pecuária. Equilibrar o sistema para o que o rebanho precisa, entendendo que cada sistema é único", acrescentou.

Pecuária leiteira

No caso da pecuária leiteira, a recomendação é que aqueles que se dedicam a essa cadeia procurem adotar novas técnicas, acompanhando os avanços do mercado. No meio rural vemos, ano a ano, as margens de lucro sendo comprimidas, demandando uma escala mínima de produção e evolução constante dos criadores. No que se refere à alimentação, há muitas opções de subprodutos que devem ser avaliados como alternativas à dieta do gado.

"O produtor, tanto da pecuária de leite quanto de corte, deve procurar alternativas para substituir grão como milho e soja na suplementação animal quando estes se encontram com custo muito elevado, impactando no custo de produção. Objetivo é a combinação que forneça boa receita e margem final", disse.

Antes de adotar um ou outro alimento, o produtor precisa saber que os teores de produção por hectare, proteína bruta (PB) e energia (Nutrientes Digestíveis Total – NDT), são muito variáveis, de acordo com a adubação, a fertilidade do solo e as variedades. Além disso, ele deve ter em mente que, mais importante do que o material a ser utilizado, é, junto com um técnico experiente, definir qual deles vai atender melhor à sua realidade e de seus animais.

"Esteja um passo à frente, faça com que a atividade pecuária seja empresarial, com gestão, planejamento anual e metas, entenda as perspectivas de riscos e oportunidades para o futuro do seu negócio", concluiu a gerente.

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