Criada em 19/01/2021 às 06h33 | Negócios

China completa nove anos seguidos como maior parceira comercial do Tocantins; economista destaca potencial do Estado

Nos últimos quatro anos, gigante asiático também comprou mais da metade das exportações do Estado; economista destaca que Estado tem potencial para expandir ainda mais exportações.

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DANIEL MACHADO
DE BRASÍLIA (DF)

As maiores exportações da história do Tocantins registradas em 2020 vieram acompanhadas da consolidação da China, país mais populoso do mundo, como maior parceiro comercial disparado do Estado.

O ano passado foi o nono seguido com os chineses sendo os principais compradores dos ativos agropecuários do Tocantins.

As informações foram apuradas e analisadas pelo Norte Agropecuário no Comex Stat, sistema oficial de dados de transações comerciais internacionais administrado pelo governo federal.

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Em 2020, por exemplo, os chineses compraram do Estado mais US$ 776 milhões, um valor dez vezes maior que a segunda colocada, a Espanha. A liderança da China se repete desde 2012 e, a partir de 2017, com percentuais de participação superiores a 50%.

Além disso, os chineses, historicamente os maiores compradores de soja do Estado, também passaram a ser, desde 2019, os principais compradores de carne bovina. Desta forma, o gigante asiático lidera nos dois principais ativos agropecuários do Tocantins.

Desde 1997 (ano que o sistema do governo federal começou o registro de exportações) até agora, os chineses já gastaram US$ 4,47 bilhões em aquisição de produtos do Estado, 43% de tudo que o Tocantins exportou no período.

Economista destaca potencial

O professor e economista Waldecy Rodrigues destaca que a China responde por quase 60% das compras do Estado e isso mostra uma característica de um grande mercado com potencial de compra. Para ele, o Estado também tem um potencial incrível na área de piscicultura e da aquicultura, com capacidade de se poder fazer o comércio desses produtos para a China. “A gente pode se tornar um grande exportador mundial e fatalmente com grande compra da China. O Estado precisa ter um planejamento estratégico para lidar com esses compradores”, salienta.








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