Criada em 22/11/2020 às 09h43 | Negócios

Terceiro maior produtor de arroz do Brasil, Estado do Tocantins bate recorde na importação do cereal neste ano de 2020

Empresas tocantinenses compram quase 8,4 mil toneladas do produto do exterior, tudo do Uruguai; importação é positiva por Estado, pois indica aumento das atividades de beneficiamento, explica engenheiro agrônomo Thadeu Teixeira Júnior.

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DANIEL MACHADO
DE BRASÍLIA (DF)

Mesmo com uma produção de arroz estimada em 665 mil toneladas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e avaliada em quase R$ 1,14 bilhão, o Tocantins importou 8.390 toneladas do produto de janeiro a outubro deste ano.

É o maior registro de importação de arroz do Tocantins para o período nos últimos 20 anos e representa um aumento de 85% em relação a 2019. Com a terceira maior produção de arroz do país, o Tocantins tem 12 vezes mais cereal do que o necessário para alimentar a toda a população durante um ano.

Essas quase 8,4 mil toneladas de arroz comprado do exterior pelas empresas do Tocantins vieram integralmente do Uruguai. O investimento em dinheiro foi de US$ 3,63 milhões (R$ 19,57 milhões).

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IMPORTAÇÃO É POSITIVA

A importação de arroz pelo Tocantins não é uma notícia negativa. Pelo contrário. Segundo engenheiro agrônomo e professor universitário, Thadeu Teixeira Júnior, a alta demanda pelo produto no Brasil que vem provocando essa importação. Ele ressalta que o Tocantins tem uma cadeia produtiva, produtores e sindicato dos beneficiadores todos os organizados.

“Contudo, a demanda do produto esse ano está elevada. Isso podemos ver nas prateleiras do supermercado, com o valor cobrado pelo arroz. Para a indústria também está alta, mas a importação é feita para atender a demanda”, ressaltou. Thadeu Teixeira salientou que a agroindústria do Tocantins abastece vários estados do Brasil e o país está com um estoque muito baixo.

FALTA DE PLANEJAMENTO

Dirigente da Aproest (Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Estado), Victor Costa atribuiu parte da importação de arroz que o Tocantins registrou neste a no, a maior nas últimas duas décadas, a falta de organização da indústria

Segundo ele, isso ocorreu em todo o Brasil, pois o país acabou exportando muito no primeiro semestre e ficou sem o produto na segunda metade do ano. “No segundo semestre, tem indústria que fica paralisada por falta de matéria prima”, ressaltou Victor Costa.

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