Criada em 18/11/2020 às 11h48 | Grãos

Após casos registrados no Tocantins, governo do Estado diz garantir que ferrugem asiática da soja está controlada

O Consórcio Antiferrugem , que monitora o registro de casos de ferrugem asiática da soja, registrou dez casos da doença em dois municípios: São Miguel do Araguaia (GO) e Lagoa da Confusão (TO). As cidades têm autorização especial para plantar soja durante o período de vazio sanitário.

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Marley Camilo: “A ferrugem asiática está controlada no Tocantins, isso não significa que erradicamos a praga, desde 2005 encontramos focos dela, tanto, nas lavouras de sequeiro como na excepcionalidade de plantio nas várzeas tropicais"


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Após o Consórcio Antiferrugem registrar casos da doença no Tocantins, o O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) elaborou nos últimos anos uma política de calendarização do plantio de soja e vazio sanitário no Estado, com o objetivo de controlar a ferrugem asiática e minimizar as perdas econômicas para os produtores rurais. A medida vem surtindo efeito, com o crescimento na produção e a redução da presença da praga na fase anterior a floração, considerada a mais crítica para o cultivo da oleaginosa.

O Consórcio, que monitora o registro de casos de ferrugem asiática da soja, registrou dez casos da doença em dois municípios: São Miguel do Araguaia (GO) e Lagoa da Confusão (TO). As cidades têm autorização especial para plantar soja durante o período de vazio sanitário.

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Segundo o gerente de sanidade vegetal da Adapec, Marley Camilo, o Tocantins, assim como os demais estados da federação, não são livres da ferrugem asiática. “A ferrugem asiática está controlada no Tocantins, isso não significa que erradicamos a praga, desde 2005 encontramos focos dela, tanto, nas lavouras de sequeiro como na excepcionalidade de plantio nas várzeas tropicais, e isso não é omitido pela Agência, pelo contrário, todos os casos, são reportados por nós e auditados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) conforme orienta a legislação” explica Marley, acrescentando que existem medidas preventivas de controle que reduzem e retardam o surgimento da doença nas plantações de soja.

“A janela de plantio adotada pelo Tocantins para o cultivo da soja faz com que os produtores rurais realizem o plantio da oleaginosa no mesmo período, consequentemente, o surgimento de possíveis focos da ferrugem asiática é retardado para a fase de maturação da soja, minimizando as perdas econômicas para os sojicultores,” pontua Marley.

Outro ponto relevante é o monitoramento constante das plantações de soja que é realizado pela Agência em todo o Estado, durante o cultivo e o vazio sanitário. Na fase de cultivo das várzeas tropicais quando é detectada a presença da ferrugem asiática, o proprietário é notificado imediatamente para que faça a aplicação imediata de fungicida, eliminando a praga. Já no período de vazio sanitário quando não é permitida a presença de plantas vivas no campo, exceto, nas várzeas tropicais e nos experimentos científicos, a Adapec monitora, as lavouras que foram cadastradas na safra anterior e quando encontrada a presença de plantas vivas ou tigueras, o proprietário é notificado a destruir a plantação por meio mecânico ou químico.

O Tocantins possui autorização do Mapa para o cultivo de maneira excepcional para a produção de sementes e pesquisa científica nas várzeas tropicais durante o período de vazio sanitário na região que compreende os municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia, Guaraí e Dueré. O plantio de soja nestas áreas ocorre apenas neste período, sendo proibido o plantio de soja sobre soja.

“As várzeas tropicais possuem uma grande importância estratégica para o Tocantins, na produção de sementes de qualidade com alto grau e vigor de germinação que abastece hoje abastece o mercado interno e os estados vizinhos, por isso, mantemos constantemente o monitoramento de pragas nesta região durante toda a safra,” destacou o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA

É a principal praga que acomete a oleaginosa, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Ela dissemina rapidamente entre as plantações através do vento. Os maiores prejuízos causados é a redução da produtividade, já que causa desfolha precoce nas plantas, impedindo que os grãos de soja se formem completamente. O vazio sanitário e a calendarização do plantio compreendem uma importante forma de prevenção da doença.

VAZIO SANITÁRIO DA SOJA

O vazio sanitário é um método legislativo de controle de pragas, que no caso da soja, é utilizado para o controle da ferrugem asiática, pois, o fungo causador desta praga é biotrófico, ou seja, necessita de plantas vivas de soja para se reproduzir, e o vazio sanitário evita essa ponte verde de uma safra para outra.

CALENDARIZAÇÃO DA SEMEADURA DA SOJA

A calendarização da semeadura de soja é determinação de data limite para semear a soja na safra e objetiva reduzir o número de aplicação de fungicidas ao longo da safra, e com isso, reduzir a pressão de seleção de resistência do fungo aos fungicidas. (Com informações da Adapec)

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