Criada em 18/01/2020 às 18h23 | Mercado

Especialistas vão debater carne do futuro: em destaque a produção, sustentabilidade, saúde e bem-estar do animal

Participam do SPARH Andrea Mesquita, fundadora da startup Território da Carne e cofundadora do Movimento Carnivorismo Brasil, Gustavo Guadagnini, diretor geral do The Good Food Institute no Brasil e Luiz Demattê, CEO da empresa alimentícia Korin Agricultura e Meio Ambiente.

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Gisele Rosso 
DE SÃO CARLOS (SP)

O futuro do consumo de proteína animal será foco de debate durante o VI Simpósio de Produção Animal e Recursos Hídricos – SPARH. O evento é realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), nos dias 19 e 20 de março de 2020.

Três especialistas renomados, ligados à área de alimentos, vão discutir aspectos da carne do futuro (carne de laboratório) relacionados à produção, sustentabilidade, bem-estar animal, saúde, etc. Andrea Mesquita, fundadora da startup Território da Carne e cofundadora do Movimento Carnivorismo Brasil, Gustavo Guadagnini, diretor geral do The Good Food Institute no Brasil e Luiz Demattê, CEO da empresa alimentícia Korin Agricultura e Meio Ambiente.

Antes do debate, a pesquisadora Carla Molento, da Universidade Federal do Paraná, apresenta o estudo “O consumo de carne de laboratório: percepções dos consumidores brasileiros” feito em 2018. Nele, Carla investigou as atitudes dos consumidores brasileiros em relação à carne produzida a partir de células de animais, também conhecida pelos nomes de limpa, cultivada, sintética, artificial, in vitro.

As entrevistas foram realizadas na região sul do país. A maioria dos respondentes foi mulheres com elevado nível de escolaridade e que consumiam carne, com pouco ou nenhum conhecimento sobre carne à base de células. No geral, mais de 60% dos entrevistados declararam que consumiriam este tipo de carne. O aspecto de bem-estar animal foi a principal razão para considerar não comer a carne produzida de forma convencional.

Segundo o coordenador do simpósio, o pesquisador da Embrapa Julio Palhares, o estudo é o único feito no Brasil em que foi avaliada a disposição dos consumidores em comer carne de base celular. A professora Carla Molento é hoje uma das maiores conhecedoras do tema no Brasil. Ainda, de acordo com Palhares, a palestra será uma forma de introduzir o tema a ser debatido na sequência. Além disso, deve contribuir para enriquecer a discussão.

AS INSCRIÇÕES

Até o dia 23 de fevereiro os interessados podem fazer as inscrições pelo site do evento.

Nesta edição, que marca os 10 anos do SPARH, serão tratados temas atuais, como o efeito das mudanças climáticas na disponibilidade de água e como uso da terra impacta na qualidade hídrica, além de assuntos mais técnicos como interpretação de análises de água, métodos para medir o consumo hídrico em uma propriedade rural e economia das tecnologias de tratamento e reuso de efluentes e de seu uso como fertilizante.

O objetivo é proporcionar a produtores, pesquisadores, profissionais e estudantes atualização, experiência e novos conhecimentos sobre as principais questões produtivas, ambientais, sociais e econômicas relacionadas às produções animais e o consumo de água. (Da Embrapa Pecuária Sudeste)

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