Criada em 29/04/2020 às 21h13 | Exportações

Brasil abriu 48 novos mercados em 21 países diferentes desde janeiro de 2019, aponta levantamento divulgado pela FPA

O Brasil está trabalhando para criar oportunidades e expandir mercado lá fora. Produtos como carne, soja, leite, milho, algodão, pescados, laranja e muitos outros têm ocupado espaço significativo no agronegócio mundial.

Imagem
Frutas brasileiras ganharam continente asiático: O país tem fortalecido vínculos já existentes e rompido barreiras para abertura de novos mercados (foto: Mapa/Divulgação)

Desde o início de 2019, o Brasil tem apresentado conquistas importantes para o agronegócio. De janeiro do ano passado até março deste ano foram abertos 48 novos mercados, em 21 países diferentes, com a diversificação de produtos e destinos para o comércio do país.

Estes números fazem parte de um levantamento feito pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) referente ao trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), responsável pelos avanços na amplitude de mercado para o agronegócio brasileiro.

De acordo com os dados das missões oficiais realizadas pelo governo federal, o agronegócio brasileiro está cada vez mais presente no mundo. Prova disto está no aumento de vendas de muitos produtos do país, como por exemplo a carne de frango, com estimativa de crescimento de 7% a 8% nas vendas para os próximos anos em negócios com a Índia.

O presidente da FPA, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) conta que os resultados obtidos na expansão do comércio agropecuário do Brasil neste período, tem a ver “com um plano organizado em que foi possível visitar grande parte das regiões do mundo em ação conjunta da FPA e do Ministério da Agricultura, na pessoa da ministra Tereza Cristina”.

O deputado explica que “nestas visitas foi possível ampliar fronteiras comerciais, fazer novas conquistas de comércio e se está colhendo frutos importantes para a fortalecimento do agronegócio nacional”, representados nos dados que se seguem.

O produto bovino brasileiro tem previsão de exportações anuais, de ao menos, 25 mil toneladas com a abertura de mercado com a Indonésia, além de novas parcerias com o Kuwait e a reabertura para entrada de carne bovina brasileira nos Estados Unidos. Já para o pescado nacional, se espera um incremento de 18% nas exportações para o Marrocos e a Coreia do Sul. A ampliação de fronteiras comerciais possibilitou, ainda, novas habilitações de estabelecimentos do Brasil de carnes de aves e suína com Singapura.

As notícias também são boas para o arroz e os produtos lácteos brasileiros. O país exporta cerca de 950 mil toneladas do cereal por ano em fortalecimento de parceria com o México na venda deste produto, enquanto as exportações de leite em pó, queijos e outros derivados lácteos têm estimativas comerciais na casa dos US$ 4,5 milhões, com a habilitação de 24 empresas brasileiras em comércio com a China, além de exportação de produtos lácteos para alimentação animal, ao Japão.

E por falar em China, o país hoje consumidor de metade de todo melão produzido no mundo fechou recentemente o primeiro acordo de exportação de frutas brasileiras, com a entrada deste produto no país asiático. A abertura de mercado com os chineses incluiu também exportações de farelo de algodão, miúdos suínos e carne bovina termoprocessada. Mas não é só isso, há a habilitação de 38 plantas frigoríficas, sendo 22 de carne bovina, seis de suínos, nove de aves e uma de asinino, além da redução de 30% para 15% de uma importante tarifa para o suco de laranja brasileiro naquele país.

O deputado federal Zé Silva (Solidariedade-MG), coordenador da Comissão de Comunicação da FPA, enfatiza que “é indispensável o trabalho promovido pelo Brasil para assegurar a abertura e expansão de mercado externo, estimulando a produtividade do agro”. Ele entende que “aumentar as exportações possibilita gerar emprego e renda para os brasileiros”.

MERCOSUL

Brasil e Argentina assinaram um cronograma para a eliminação de todas as barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias até o final de 2020. Nesse período, há a expectativa de que não haja mais obstáculos ao comércio de produtos do agronegócio entre os dois países. Cabe citar que no comércio com o país vizinho, foram abertos mercados para carne de rã, lácteos para alimentação animal, lanolina, termoprocessados de aves, aparas de pele bovina para produção de gelatina, embriões bovinos, sémen suíno e carne suína curada. E com o Peru, foi estabelecida abertura de mercado para farinha de subprodutos de aves.

A exportação de bovinos vivos também foi expandida, com abertura para Malásia, Cazaquistão, Equador e Zâmbia (que agora também passa a receber material genético bovino brasileiro).

Ao olharmos para o continente africano, é possível notar a abertura de um potencial de negócio da ordem de US$ 8 bilhões, com a abertura do mercado lácteo com o Egito. Os egípcios ainda passaram a receber mercadorias brasileiras de miúdos de bovinos, caprinos e ovinos vivos. Outro país africano, Marrocos passou a receber material genético avícola brasileiro, assim como os Emirados Árabes Unidos, que também têm fortalecido o comércio agropecuário com o Brasil.

A ampliação destes mercados demonstra a força do agronegócio brasileiro, que em tempos de crise, como o vivido atualmente, fortalece a renda e os empregos no Brasil, ao ampliar o comércio internacional, conforme corrobora o deputado federal pelo Paraná, Sergio Souza (MDB), ao dizer que “essa abertura de novos mercados tem possibilitado ao agricultor novas divisas, abrindo maior arrecadação, maior renda e assim gerando emprego no campo e nas cidades através da indústria. Ou seja, a agricultura é hoje o pilar que sustenta o nosso país”.

DOS CAMPOS DO BRASIL PARA O MUNDO

O Brasil está trabalhando para criar oportunidades e expandir mercado lá fora. Produtos como carne, soja, leite, milho, algodão, pescados, laranja e muitos outros têm ocupado espaço significativo no agronegócio mundial. O país tem fortalecido vínculos já existentes e rompido barreiras para abertura de novos mercados.

O deputado Zé Silva enaltece o trabalho desenvolvido pela FPA e o Ministério da Agricultura. Ele diz que “estamos trabalhando de maneira correta com crescimento acentuado, para propiciar a potencialidade do Brasil para ganhar ainda mais espaço externo”.

Como ação de fortalecimento das políticas adotadas pelo governo federal, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) lança hoje (28), em suas redes sociais, o vídeo Dos Campos do Brasil para o Mundo, que traz ainda mais detalhamento ao trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura para solidez e ampliação do agronegócio brasileiro em todo o mundo.

O presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS) é enfático ao afirmar que “vamos continuar a luta, estamos de maneira organizada trabalhando para que o agro cada dia tenha um lugar de respeito, admiração e possa servir as mesas do mundo”. (Da FPA)



VEJA TAMBÉM 

“Apesar dos esforços, comunicação do agro não conseguiu chegar na população e mostrar a importância do segmento”, diz ministra

Agro deve tratar comunicação como 'insumo' e mostrar à sociedade sua importância, dizem produtor e profissionais

Agricultor brasileiro é um dos que menos desmata no mundo

Cadeia produtiva da carne gera mais de 315 mil empregos e faz circular R$ 7 bilhões por ano em todos segmentos do comércio

Valor bruto da produção agropecuária do Estado do Tocantins neste ano deve ser de mais de R$ 9,7 bilhões

 

 

Norte Agropecuário no Rádio aborda queda no abate de gado e balanços econômicos de culturas agrícolas

“Não há políticas públicas de retenção dos bovinos; frigoríficos poderiam estar trabalhando na plenitude da capacidade”, diz Sindicarnes-TO

César Halum dá detalhes sobre realização da Agrotins 2020 de forma virtual 

CLIQUE AQUI E CONFIRA TODAS AS EDIÇÕES DO NORTE AGROPECUÁRIO NO RÁDIO  

Após retração de 3,2% em 2019, Tocantins registra queda de 15% no abate de bovinos no primeiro trimestre deste ano de 2020

Cadeia produtiva da carne gera mais de 315 mil empregos e faz circular R$ 7 bilhões por ano em todos segmentos do comércio

IBGE aponta queda de 3,2% no abate de bovinos no Estado do Tocantins no ano passado

Em três anos, mais de 2 milhões de cabeças de gado “somem” do Tocantins; Estado deixa de arrecadar meio bilhão de reais

Frigoríficos brasileiros abateram 1,019 milhão de bovinos em março; queda é de 47%, aponta Mapa

Recorde de exportações e análise do mercado do boi no Tocantins são destaques do Norte Agropecuário no Rádio na Jovem FM

“Sumiço” de 2 milhões de bovinos, produtividade do milho e técnica para plantio de mandioca são destaques no rádio

Técnica desenvolvida para piscicultura e reabertura do comércio da carne para EUA são destaques do Norte Agropecuário no Rádio

 

 





Reajuste do ICMS dos frigoríficos vai estourar no produtor e no consumidor, diz presidente do Sindicato Rural de Araguaína

AGROVERDADES: CLIQUE AQUI E ASSISTA O FÓRUM DO AGRONEGÓCIO DO TOCANTINS, EM ARAGUAÍNA

Aumento da alíquota do ICMS para frigoríficos transformará carne do Tocantins na mais cara do Brasil, aponta especialista

Cadeia produtiva da carne gera mais de 315 mil empregos e faz circular R$ 7 bilhões por ano em todos segmentos do comércio

Pecuaristas pedem adiamento por 150 dias do início da vigência do reajuste de alíquota do ICMS dos frigoríficos do Tocantins

Reajuste do ICMS para frigoríficos do Estado do Tocantins vai impactar o produtor, afirma pecuarista da região de Araguaína

“Cadeia da carne não se nega a pagar imposto, mas governo não pode virar monstro devorador de indústria”, afirma diretor do SRA

Revogação de benefícios a frigoríficos gera “alto custo” ao setor, impacta no abastecimento e formação de preço, diz juiz

Sem acordo: Governo propõe alíquota de 4,5%, mas frigoríficos querem 1,8%; comissão será criada para estudar o tema 

 








 

CLIQUE NOS LINKS ABAIXO E SAIBA MAIS SOBRE O TEMA 

Fator coronavírus: SRA reforça pedido de diálogo com governo e defende redução de impostos para baratear preço da carne

Fieto pede ao governo do Estado suspensão de aumento de ICMS para frigoríficos do Tocantins

Reajuste do ICMS dos frigoríficos pode gerar “fantasma do desemprego”, alta do preço da carne e desabastecimento, diz SRA

CLIQUE AQUI E VEJA A CÓPIA DO COMUNICADO ENVIADO PELO SRA À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

VEJA NESTE LINK A CÓPIA DA SOLICITAÇÃO DA FAET AO GOVERNO DO TOCANTINS

Produtor pagará a conta, afirma vice-presidente do Sindicato Rural de Araguaína sobre aumento do ICMS para frigoríficos

Pecuaristas pedem adiamento por 120 dias do início da vigência do reajuste de alíquota do ICMS dos frigoríficos do Tocantins

Tags:

Comentários


Deixe um comentário

Redes Sociais
2020 Norte Agropecuário