Criada em 08/09/2020 às 11h24 | Exportações

Brasil já vendeu 1,2 milhão de toneladas de carne bovina ao exterior este ano; negociações envolvem US$ 753,2 milhões

Com mais um recorde para o mês, China já é destino de 62,4% das exportações totais de carne bovina. Em agosto, o país comprou 108 mil toneladas do produto. Em julho foram 115 mil toneladas, informa levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Frigoríficos.

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Norberto Staviski
DE CURITIBA (PR)

Com um novo recorde para o mês de agosto, foram movimentadas 191.141 toneladas na exportação total de carne bovina (in natura + processada), segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. A receita alcançou US$ 753,2 milhões. Isso significou um crescimento de 19% em relação ao mesmo mês de 2019, com suas 160.938 toneladas e de 14% na receita, com US$ 658,6 milhões no ano passado.

No acumulado do ano, as exportações totais de carne bovina já alcançaram 1 milhão 294 mil toneladas, contra 1 milhão 159 mil toneladas até agosto de 2019, num crescimento de 12% ou 139 mil toneladas a mais. A receita atingiu a US$ 5,4 bilhões, contra US$ 4,4 bilhões no mesmo período de 2019, ou um crescimento de 23%. Em agosto, a China importou 108 mil toneladas do produto brasileiro, uma leve redução em relação as 115 mil toneladas movimentadas em julho.

Do total exportado pelo Brasil no acumulado do ano, a China sozinha é responsável pela movimentação de 62,4 % da comercialização, levando-se em consideração o produto que entra pelo continente (530.458 toneladas) e o que entrou pela cidade Estado de Hong Kong (212.261 toneladas), com a soma de 742.719 toneladas. Em 2019, no mesmo período, a China importou 448.021 toneladas e era responsável por 38%,6% da movimentação total. O prognostico da ABRAFRIGO é que as exportações fiquem acima deste crescimento de 12% registrado até agosto em 2020, já que os últimos meses do ano costumam historicamente apresentar crescimento de movimentação.

Depois da China o segundo maior cliente do Brasil foi o Egito, com a importação de 91.529 toneladas (-25,4%). O Chile veio na terceira posição com 50.360 toneladas adquiridas (-34,2%), enquanto a Rússia ficou com a quarta posição com 43.177 toneladas (-4,6%). Na quinta posição entraram os Estados Unidos, que elevaram suas compras a 34.502 toneladas (+39,7%); na sexta posição estão as Filipinas, com 25.660 toneladas (+23,4%) e na sétima os Emirados Árabes, com 25.595 (-58,2%). Já no caso da maioria dos países integrantes da União Europeia, houve redução nas importações do produto brasileiro. No total, 81 países aumentaram suas aquisições até agosto, enquanto que 87 diminuíram. (Da Assessoria de Imprensa ABRAFRIGO)

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