Criada em 13/01/2021 às 10h01 | Mercado

Abiove, que tem ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi na presidência de seu conselho, rebate Emmanuel Macron

Entidade diz em comunicado oficial em sua página na internet que dirigente francês busca “justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira”. França comprou US$ 568 milhões de soja e derivados em 2020 do Brasil.

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No comunicado, a Abiove diz ainda que: Com Moratória da Soja, “iniciativa internacionalmente reconhecida, risco é zero de envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais” (foto: Reprodução)

Em comunicado oficial, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) lamentou as declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre a soja brasileira. Para a entidade, que tem como presidente do seu conselho Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura e um dos maiores produtores de soja do mundo, o dirigente francês busca “justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira”. Blairo Maggi foi convidado a assumir a presidência da associação em dezembro do ano passado.

“Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças a Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais”, diz o comunicado da Abiove.

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EM NÚMEROS

Somente em 2020, a França comprou do Brasil US$ 568.229.562 em soja. O valor se refere a soja, mesmo triturada; tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja; e óleo de soja e respectivas fracções, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados. Ao todo, foram 1.725.060.216 quilos/litros dos produtos. Houve uma queda em relação a 2019, ano que registrou comercialização de US$ 645.145.288, ou seja, 1.956.010.436 quilos/litros.

Em comparação, os números, de fato, são bem inferiores à China e Honkg Kong, os principais compradores da oleaginosa brasileira. Somente em 2020 os chineses pagaram US$ 21.045.313.959 por 60.839.134.269 de quilos e/ou litros. Em 2019 foram comercializados US$ 20.604.175.610 (58.214.518.782 quilos/litros). 

A FALA DE MACRON

Em linhas gerais, o presidente da França afirmou que países europeus devem produzir e consumir sua própria soja para evitar a compra do insumo do Brasil, que, na visão dele, é feito a partir 'da floresta destruída'.

Em mensagem nas redes sociais, o presidente francês disse: "Somos coerentes com nossas ambições ecológicas. Lutamos para produzir soja na Europa".

"Quando importamos a soja produzida a um ritmo rápido a partir da floresta destruída no Brasil, nós não somos coerentes", afirmou. "Nós precisamos da soja brasileira para viver? Então nós vamos produzir soja europeia ou equivalente", completou, sem apresentar dados que comprovem seus comentários.

Confira o comunicado da Abiove:

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) lamenta que o presidente da França, Emmanuel Macron, busque justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira.

Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças a Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais.

 

 


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