Criada em 17/08/2017 às 19h18 | Pecuária

Sindicarnes aponta queda nos abates por falta de gado e pede a deputados diálogo aprofundado sobre redução do ICMS

“Somos uma cadeia e a cadeia não pode privilegiar um ou outro, mas tem que estar sempre em equilíbrio”, defende presidente do sindicato, Oswaldo Stival Júnior. Representante dos frigoríficos diz ainda que é necessário debater o tema com os produtores.

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Stival Júnior apresenta a deputados argumentos do Sindicarnes sobre redução do ICMS do gado (foto: Silvio Santos\Assembleia Legislativa)

 
Oswaldo Stival Júnior fala sobre reunião com deputados

O presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarnes), Oswaldo Stival Júnior, defendeu junto a deputados estaduais diálogo mais aprofundado sobre a proposta do governo do Estado de reduzir a alíquota do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do gado vivo para venda a outros Estados. “Somos uma cadeia produtiva e a cadeia não pode privilegiar um ou outro, tem que estar sempre em equilíbrio”, disse Stival Júnior, que discutiu o projeto com o presidente da Assembleia, Mauro Carlesse, e os deputados Olyntho Neto e Wanderlei Barbosa.

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O projeto, que atende a pecuaristas, deu entrada há duas semanas na Assembleia Legislativa, com previsão de queda de 7% para 4% do índice cobrado nas transações do gado. “Colocamos a nossa preocupação para os deputados, que falaram sobre seus compromissos com o Estado, com os produtores e a economia. Não trouxemos nenhuma solução pronta, mas sim a disposição de dialogar, de discutir com os produtores a melhor saída para todos os lados”, afirmou.

Conforme a assessoria de comunicação da Assembleia, o presidente da Casa, deputado Mauro Carlesse, reafirmou o compromisso da atual gestão de discutir a matéria de forma independente, transparente e participativa. “Essa iniciativa será amplamente discutida. Todos os interessados terão vez e voz, não apenas em relação a este projeto, mas a todos que estão tramitando ou venham a tramitar nesta Casa”, garantiu.

QUEDA DOS ABATES

Na reunião, Stival mostrou a deputados um levantamento sobre o déficit de gado para abate nas plantas frigoríficos do Tocantins e também redução anual no abate. “Temos uma indústria com capacidade de abater 2 milhões de cabeças de gado. Nos últimos três anos houve queda. Em 2014, por exemplo, abatemos 1.030 milhão. No ano seguinte, 980 mil cabeças. Em 2016, foram 900 mil animais e neste ano a previsão é de 850 mil”, disse.
Os números justificam a seguinte tese dos donos de frigoríficos: que, em meio à necessidade de matéria-prima interna, a redução da alíquota do ICMS facilitaria a saída do gado e, consequentemente, os frigoríficos seriam obrigados a comprar gado de outros Estados.

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