Criada em 11/09/2017 às 09h26 | Política brasileira

Após prisão de Joesley, grupo discute rumos de uma das principais processadoras de carne do mundo que tem unidade no Tocantins

Wesley precisará cuidar ainda da conclusão da venda das linhas de transmissão da Âmbar para a Brookfield, que pode render R$ 900 milhões à J&F. Também terá de garantir que não desandem outras negociações.

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Preso, Joesley Batista (foto) deixa nas mãos do irmão, Wesley, os rumos da J&F (foto: Robena Rosa/Arquivo/Agência Brasil)

Reportagem analítica de Renata Agostini e Cátia Luz, do jornal O Estado de S. Paulo, destaca o futuro do grupo JBS após a prisão de um dos seus donos, Joesley Batista. Uma das principais processadoras de carne do mundo, a JBS que tem mais de 200 mil colaboradores espalhados por cerca de 150 países. A empresa tem também unidade em Araguaína, no Tocantins.

“Com Joesley Batista preso, os rumos do maior grupo privado do País, o conglomerado J&F, ficarão nas mãos de Wesley Batista, um dos donos da companhia e o presidente da JBS. Delator ao lado do irmão, Wesley não é alvo da investigação pedida por Rodrigo Janot e não tem sua colaboração ameaçada. Ele terá de liderar o fechamento da venda de negócios, necessária para garantir a sobrevivência da holding e da JBS, enquanto tenta manter-se no cargo. Sócio dos Batista na JBS, o BNDES quer sacá-lo do posto”, informa o Estadão.

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Conforme apurou o jornal, várias reuniões devem ocorrer nesta segunda-feira, 11, para definir os próximos passos. “A ideia era que, no conflito com o BNDES, a J&F buscasse se antecipar, ingressando com o pedido de instauração de arbitragem logo no início da semana. A avaliação de fontes próximas à empresa é que a estratégia deve se manter, já que a permanência de Wesley na JBS tornou-se agora ainda mais fundamental para os Batista”, apontam os jornalistas autores da reportagem.

“Wesley precisará cuidar ainda da conclusão da venda das linhas de transmissão da Âmbar para a Brookfield, que pode render R$ 900 milhões à J&F. Também terá de garantir que não desandem as negociações para a venda da Moy Park, operação crucial para a reestruturação financeira da JBS.”

Clique aqui e leia a reportagem na íntegra.

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