Criada em 18/05/2017 às 16h33 | Mercado

País volta à crise política quando vencia a econômica, lamenta Blairo Maggi; para ele, política não deve afetar venda de carne

Empresa gera 230 mil empregos em 20 países. Para Maggi,compradores de carne brasileira têm total atenção sobre a atitude dos produtores. "Vão continuar a entregar matérias primas para eles na confiança? É assim que este negócio funciona. Você vende e recebe depois de 20 a 30 dias", disse.

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O grupo está presente em mais de 20 países com plataformas de produção ou escritórios comerciais (foto: JBS\Divulgação)

Ao comentar a repercussão da delação dos donos do grupo JBS, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, lamentou o fato de voltar a viver uma crise política. Para ele, o Brasil voltou a este estágio “no momento em que começávamos a vencer a crise econômica”.

A manifestação de Maggi foi no Twitter. Ele disse ainda que “não podemos desanimar”. Em outras postagens no Twitter, Maggi disse que está “atento aos fatos”, e que vai “esperar informações oficiais”. Maggi está em viagem oficial ao Oriente Médio, onde negocia acordos comerciais.

POLÍTICA E ECONOMIA

Blairo Maggi disse nesta quinta-feira, 18 de maio, que a política não deve atrapalhar as transações da JBS, "se eles tiverem produtos". Ele comentou, porém, que as notícias sobre a delação do dono do frigorífico, Joesley Batista, implicando o presidente Michel Temer, ainda não chegaram à Arábia Saudita, onde se encontra o ministro.

Segundo Maggi, os compradores de carne brasileira têm total atenção sobre a atitude dos produtores. "Vão continuar a entregar matérias primas para eles na confiança? É assim que este negócio funciona. Você vende e recebe depois de 20 a 30 dias", explicou.

Maggi iniciou na semana passada um giro por países do Oriente Médio para reafirmar a qualidade da carne brasileira, após as dúvidas lançadas pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

A FORÇA DA JBS

Em seu site oficial, a JBS, que tem 60 anos de existência, se apresenta como "uma das líderes globais da indústria de alimentos e conta com mais de 230 mil colaboradores no mundo". "A JBS abriu seu capital em 2007 e suas ações são negociadas na BM&FBovespa no mais elevado nível de governança corporativa do mercado de capitais do Brasil, o Novo Mercado. Em 2015, a companhia registrou receita líquida de R$ 162,9 bilhões, um aumento de 35,2% em relação ao ano anterior", consta no seu portal da internet.

O grupo está presente em mais de 20 países com plataformas de produção ou escritórios comerciais. Tem ainda diversificado portfólio de produtos, com dezenas de marcas reconhecidas em todo o mundo. "A companhia também atua em setores relacionados com o seu core business como couros, biodiesel, colágeno, sabonetes, glicerina e envoltórios para embutidos, bem como possui negócios de gestão de resíduos, embalagens metálicas e transportes, que apoiam a sua operação", informa a empresa.

E mais: "O diversificado portfólio da companhia conta com marcas como Seara, Swift, Friboi, Doriana, Moy Park, Cabana LasLilas, Pilgrim’s, Primo, Gold KistFarms, Pierce e 1855, entre outras. Essa variedade de produtos e a presença em mais de 20 países atendem mais de 300 mil clientes em mais de 150 países". (Com informações do Estadão)

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